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CASO DOS PROFESSORES: ESCLARECIMENTOS… OU UM GUIA RÁPIDO PARA QUEM PREFERE GRITAR A PENSAR

CASO DOS PROFESSORES: ESCLARECIMENTOS… OU UM GUIA RÁPIDO PARA QUEM PREFERE GRITAR A PENSAR

Noticias 26 de abril de 2026

 

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Dizia meu pai, em seus momentos de lucidez quase ofensiva: o problema do mundo não é a falta de informação — é a abundância de gente que não sabe o que fazer com ela. É para esse público fiel que vai este esclarecimento, já que uma parcela barulhenta resolveu me atacar depois de ouvir o galo cantar… sem jamais se preocupar em descobrir onde fica o galinheiro.

 

Vamos começar pelo básico do básico,  e que costuma ser a parte mais difícil: a verdade é que não há absolutamente nada de “novo” no que publiquei e estou publicando em meu Blog e nas redes sociais sobre o caso dos professores. Zero. Nulo. O material existe há mais de 17 anos, intacto, sem maquiagem, sem retoque, sem revisão conveniente. O que fiz foi apenas reunir, organizar e expor — algo que, aparentemente, causa mais desconforto do que qualquer mentira bem contada. Afinal, a verdade, quando aparece inteira, costuma atrapalhar narrativas cuidadosamente cultivadas.

 

AS  ÚNICAS  NOVIDADES

 

As únicas “novidades”, para quem faz questão de não acompanhar os fatos, são relatos adicionais — entre eles, as declarações  do juiz André Strogenski e do ex-delegado Renato Fernandes, que apontam uma linha completamente ignorada pela acusação: a possibilidade de latrocínio com reação das vítimas, tese que é reforçada pelo depoimento da própria mãe do professor Álvaro. Uma hipótese sustentada, inclusive, por quem investigou o caso e por testemunhos diretos. Mas, claro, para chegar a essa  conclusão,  tal esforço  exige leitura atenta do conteúdo e  reflexão — e leitura e reflexão não costumam ser populares.

 

ACESSO INTEGRAL À APLB

 

Há mais de um ano, em busca de justiça verdadeira aos acusados e à memória dos professores Álvaro e Elisney e seus familiares, procurei quem deveria, em tese, estar interessada na verdade. Apresentei o material do novo Blog, abri o jogo, expus meus motivos e entreguei tudo. Resultado? Silêncio. Ou pior: indiferença.

 

A APLB, com toda a deferência que a classe merece (e ela realmente  merece), optou por permanecer simplesmente  imóvel — não diante da falta de informação, mas diante do excesso dela. O que levanta uma pergunta incômoda: quando a verdade deixa de ser prioridade, o que passa a ocupar o seu lugar?

 

Também é curioso — para não dizer revelador — o esforço de alguns em transformar minha posição em algo que ela nunca foi. Afinal, não sou advogado dos acusados. Nunca fui. Não os conhecia. Não tenho relação pessoal com nenhum deles. Não fui contratado. Não recebi um real. Não negociei. Nada. O que fiz — vejam só que absurdo — foi trabalhar com fatos e trazê-los a público. 

 

O PORQUÊ DO CARRO 0 KM 

 

O desafio de oferecer um carro 0 km a quem conseguir me desmentir ou ao menos apontar no processo uma única linha razoavelmente séria e que possa incriminar os acusados, longe de querer parecer arrogância ou provocação,  como entendido por alguns incautos, foi justamente diante da certeza absoluta de que não existe a mínima possibilidade de que alguém consiga vir a reclamar tal premiação, posto que sei muito bem o que estou fazendo e propondo. Até mesmo por que eu  atualmente não tenho sequer um carro para o meu uso pessoal, que dirá um veículo O km para oferecer ao público leitor. Mesmo assim o desafio insiste e persiste.

Cadê, afinal, os juízes e os metidos a sabidões das redes sociais que dizem saber tudo sobre as mortes dos professores? Será que não vai aparecer um sequer capaz de me contrarrazoar de maneira minimamente razoável? 

 

O PREÇO DA MINHA VERSÃO

 

E, para aqueles que vivem de teorias convenientes, que tentam desqualificar meu trabalho como se ele tivesse sido encomendado ou pago por alguém, um detalhe inconveniente: ainda em 2010, em meio a uma guerra de vida e morte com o MP baiano, procurei o entãp promotor Dioneles e submeti-me voluntariamente à quebra de sigilos bancário, fiscal e eletrônico. Uma atitude estranhamente incompatível com quem, segundo a imaginação criativa de alguns, teria algo a esconder. Mas, claro, fatos verificáveis raramente competem com versões apaixonadas.

 

No fim das contas, a questão é mais simples do que parece — e talvez por isso seja tão difícil de aceitar: minha posição não é em defesa de pessoas. É em defesa dos fatos. E fatos não têm lado, não usam professores como massa de manobra e não fazem campanha sindical, ou seja, não disputam narrativas. Eles apenas existem — o que, em certos ambientes, já é uma afronta suficiente.

 

DE CABEÇA ERGUIDA ATÉ O FIM

 

 

E digo mais: participarei, sim, do júri. E, se chamado, relatarei a farsa sustentada  pelo MP e pela APLB há 17 anos, tudo em detalhes, dando inclusive nome aos bois, ocasião em que quero ser interrogado e confrontado à exaustão pelos metidos a inquisidores. Não tenho medo de caras feias e muito menos  de vaias orquestradas.

 

Atuarei não como advogado de defesa, mas como alguém que se recusa a aceitar que a busca por justiça seja sequestrada pela conveniência política e sindical. E digo mais: se alguma mentira, por menor que seja,  for de fato detectada em minhas revelações, serei o primeiro a pedir ao juiz que decrete minha prisão na mesma hora.

 

Porque, no fim — e aqui volto ao ensinamento que realmente importa — entre prender pessoas  inocentes para satisfazer a plateia, como lamentavelmente ainda insiste a APLB, apesar de todos os fatos a que tem e teve  conhecimento,  e correr o risco de ver um culpado solto, a escolha de um Estado minimamente civilizado sempre deveria ser a segunda.

 

Mas talvez esse seja exatamente o problema do caso dos professores.

 

 

CASO DOS PROFESSORES: SINDICÂNCIA INTERNA DA PM TAMBÉM  INOCENTOU  OS ACUSADOS

CASO DOS PROFESSORES: SINDICÂNCIA INTERNA DA PM TAMBÉM  INOCENTOU OS ACUSADOS

Noticias 21 de abril de 2026

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Há histórias que envelhecem mal. Outras, simplesmente não sobrevivem ao primeiro contato com a realidade. E há aquelas que, mesmo depois de anos — dezessete, no caso — continuam de pé apenas porque ninguém se deu ao trabalho de puxar o fio certo.

 

O curioso é que, quando alguém puxa, o novelo inteiro vem junto.

 

Durante todo esse tempo, não apareceu uma versão minimamente consistente capaz de desmentir o que já foi dito e redito por mim há muitos anos: a acusação contra Edésio e os policiais militares tem todos os elementos de uma narrativa mal contada. Não é preciso um esforço investigativo sofisticado, nem acesso a segredos de Estado. Basta uma leitura atenta — dessas que qualquer pessoa faz em meia hora — para perceber que há mais buracos na fantasiosa acusação  do que numa peneira.

 

Ainda assim, a exemplo da APLB, houve quem resolvesse o caso em menos de 48 horas. A pressa, como se sabe, é inimiga da verdade, mas amiga íntima de conclusões convenientes.

 

O problema começa quando entram em cena fatos menos maleáveis.

 

SINDICÂNCIA ACOMPANHADA PELA ALTA CÚPULA DO GOVERNO DO ESTADO 

 

A sindicância instaurada pela própria Polícia Militar da Bahia — conduzida por uma comissão vinda de Salvador, gente que não tinha compromisso com versões locais nem com paixões momentâneas — tinha um objetivo claro: investigar e, se fosse o caso, expulsar os policiais acusados. Não era um grupo de defesa. Era, na prática, um pelotão de apuração com ordem para ir até o fim.

 

Foi.

E o que encontrou? Nada. Absolutamente nada que confirmasse as acusações. Nada que desse sustentação ao que havia sido dito. Nada que transformasse suspeita em prova.

Após uma investigação exaustiva, acompanhada de perto pelo alto comando da corporação e pelas autoridades máximas da segurança pública do Estado, a conclusão foi direta, sem rodeios e sem espaço para interpretação criativa: absolutamente nada do que foi afirmado pelos acusadores se comprovou.

 

É aqui que a história começa a desandar de vez.

 

Porque os principais “pilares” da acusação não eram exatamente modelos de sobriedade. Em juízo, um dos depoentes resolveu adotar um tom que beira o surrealismo: disse, com a maior naturalidade, que comandava o tráfico local como se fosse dono de uma multinacional. Mais do que isso — segundo ele próprio — dava ordens à Polícia Militar, decidia quando viaturas podiam ou não circular e, de quebra, ainda exercia influência sobre a Polícia Civil.

 

Faltou apenas dizer que despachava do Palácio do Governo.

 

A cena seria cômica, não fosse trágica. Diante de um juiz e de dois  promotores de justiça, construiu-se uma narrativa digna de roteiro ruim, dessas em que o vilão é tão poderoso que controla tudo — menos a própria credibilidade. Porque, fora dali, na vida real, o personagem em questão mal conseguia exercer autoridade sobre o próprio entorno.

Ainda assim, inacreditavelmente foi essa história que ajudou a sustentar uma acusação gravíssima.

 

E é exatamente por isso que a sindicância merece ser lida.

 

Não porque ela traga revelações mirabolantes ou teorias conspiratórias. Mas porque faz algo raro: coloca os fatos no lugar das versões. Mostra, com a frieza de quem analisou documentos, depoimentos e circunstâncias, que a realidade não acompanha a fantasia construída ao longo dos anos.

 

Quem tiver curiosidade — ou simplesmente apreço pela verdade — pode conferir tudo por conta própria. O material está disponível, aberto, esperando apenas um leitor disposto a sair do automático.

 

Porque, no fim das contas, há duas maneiras de lidar com histórias como essa: repetir o que sempre foi dito ou verificar o que, de fato, aconteceu.

 

A diferença entre uma coisa e outra, como se vê, pode ser enorme. Acesse o resultado da sindicância que desmentiu os traficantes e inocentou os PMs logo abaixo

 

 

Resultado da sindicância da PM

CASO DOS PROFESSORES: JUIZ ANDRÉ STROGENSKI GARANTE TER OUVIDO CONFISSÃO DE RÉU QUE DESMENTE CRIME DE MANDO POLÍTICO

Noticias 21 de abril de 2026

 

 

 

 

Dando continuidade ao nosso trabalho acerca do caso dos professores, e que acreditamos desmentir de forma irrefutável toda a fantasiosa acusação do MP, em entrevista e revelação inédita, o juiz de direito André Marcelo Strogenski, então juiz criminal titular  da comarca de Santa Cruz de Cabrália à época dos fatos, garante que ouviu um réu chamado Junior Barrinha num determinado processo, atualmente preso em Eunápolis por outros crimes, o qual teria confessado a ele, chorando muito, dm uma audiência e de maneira informal, que as mortes dos professores Álvaro e Elisney teria se dado mediante um assalto seguido de reação  e luta corporal por parte dos dois professores, assalto este em que ele próprio  teria participado.

 

De acordo com o magistrado,  Júnior  não aceitou confessar o crime de forma oficial por que tinha muito medo de morrer.. 

 

Ainda segundo o magistrado e o réu, o líder do grupo de assaltantes teria sido um elemento chamado Cristiano do Gesso, junto com mais 3 ou 4  meliantes, e que na época estavam cometendo uma série de assaltos em sítios da região, a exemplo do sítio do coronel Belcorígenes e da casa do ex-vereador Tica, onde seu filho foi levado como refém, sendo os marginais bastante tatuados, violentos e drogados, o que, segundo a própria mãe e o irmão de Álvaro,  difere totalmente das características dos PMs Sandoval e Rodrigues e que sequer usam drogas e nem  tatuagens possuem.

 

A importante  informação, que poderia ter mudado totalmente o rumo das investigações, a qual eu particularmente já sabia há mais de 15 anos, mas que nunca publiquei nada justamente por envolver um magistrado com quem sempre mantive um relacionamento de confiança,  bastante respeitoso e cordial,   é confirmada em parte  inclusive pela mãe do próprio professor Álvaro, que afirmou em seu depoimento ao juiz Roberto Costa que, ao chegar na Clínica Nossa Senhora d´Ajuda,  logo após o suposto assalto, uma enfermeira teria lhe perguntado se o ex-presidente da APLB teria se envolvido em alguma luta corporal, posto que estava com a região do saco escrotal muito roxa, sinal de que teria entrado numa briga.

 

 

 Ouça em detalhes o que afirmou dona Cida em juízo.  

 

Detalhe: essa  informação foi relatada pessoalmente por mim em detalhes ao delegado Evy Paternostro durante meu depoimento a ele, também de maneira informal, assim como a suposta participação de Cristiano,  como possível  líder do grupo também foi por mim exposta,  mesma informação que foi confirmada  pelo magistrado ao delegado, sendo que a possível participação de Cristiano também  foi informada   ao Dr. Dioneles  pelo ex-delegado da Polícia Federal à época, Dr. Eriosvaldo Renovatto, atual secretário da administração Jânio Natal, conforme consta abaixo e  do documento  constante do capítulo XI, cuja informação foi  completamente ignorada pelo MP.

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As perguntas que ficam e que não querem calar:  será que eu, o Dr. André e o Dr. Renovatto nos reunimos para inventar uma versão sem fundamento para proteger os acusados? Afinal, quem teria mais credibilidade, nós ou os dois traficantes confessos e que trocaram a cadeia pela liberdade após acusarem Edésio e os PMs,  através de 3 versões diferentes e totalmente contraditórias a olhos vistos?  

ACUSAÇÃO DO CASO DOS PROFESSORES FOI UMA FARSA, GARANTE EX-DELEGADO RENATO FERNANDES

Noticias 21 de abril de 2026

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Voltando ao polêmico caso dos professores, conforme consta no capítulo IX do Blog e que revela  o mistério e a farsa ministerial que envolve o caso  – acesse e confira o conteúdo completo  em www.casodosprofessores.com.br -  em depoimento e revelação exclusiva concedida ao Jornal Topa Tudo à  época, o ex-delegado da Polícia Civil, Renato Fernandes, responsável pelas investigações iniciais, corrobora em praticamente 100% tudo aquilo que venho sustentando nos últimos 17 anos.

 

Segundo e-mail que me foi enviado na data de 19/07/2010, imagem abaixo, a acusação feita pelo MP e corroborada em grande  parte pelo então delegado Evy Paternostro – já que ele ao final inteligentemente  tirou o corpo fora e informou ao MP que o  inquérito e  as investigações não estavam concluídas -  e que o substituiu no caso, tudo não passou de uma “grande armação” ministerial e policial.

 

O SUMIÇO DO INQUÉRITO E DAS GRAVAÇÕES TELEFÔNICAS

 

 

Ainda segundo o ex-delegado, que sofreu um AVC nos últimos anos, os dois traficantes presos por ele,  os tais Marcelo Caô e João d´Ajuda,  e que teriam feito uma delação premiada com o MP em troca de suas liberdades, após mudarem suas versões por 3 vezes em poucos dias, teriam sido grampeados por ele mediante ordem judicial por mais de 6 meses, ou seja, casualmente durante o período que antecedeu as mortes dos professores.

 

Significa dizer que, se realmente fosse verdade o que eles alegaram em juízo, garantindo que foram insistentemente   procurados pelos PMs para cometer os crimes qa mando de Edésio – detalhe, sempre falando nos dois professores, como se a morte de Elisney também tivesse encomendada -  os diversos telefonemas que eles  garantem que recebiam teriam sido grampeados e o crime evidentemente  de mando teria sido  constatado. Ou não?

 

O delegado informa ainda mais: garante que entregou o inquérito policial dos dois meliantes concluído, relativo a  tráfico de drogas, armas  e outros crimes,  juntamente com todas as escutas telefônicas ao promotor Dioneles Santana, sendo que o referido inquérito simplesmente sumiu nas dependências do Ministério Público, haja visto que os dois traficantes -  responsáveis, junto com Rodrigo Terceiro,  pela morte de Pequeno - foram soltos logo  após o acordo com o MP e sequer foram indiciados pelos diversos crimes por eles cometidos. Muito menos pela morte do ex-motorista de Edésio, o Pequeno. 

 

PRESSÃO,  CASTIGO  E SILÊNCIO FORÇADO

 

Por fim o delegado Renato garante que foi pressionado ao máximo  para que indiciasse primeiramente Abade e depois Edésio e os PMs como mandantes e autores dos crimes de Álvaro e Elisney, mas, como ele se recusou, posto que sempre acreditou na possibilidade de ter ocorrido um latrocínio, versão que mais se enquadra nas narrativas e fatos que envolveram as investigações, como punição, ele foi retirado do caso e foi transferido às pressas para o sertão baiano.

 

Detalhe: arrolado pelo juiz para depor no Forum, no dia da sua oitiva, foi comunicado ao magistrado pelo delegado Evy que ele não poderia participar da audiência pelo fato de ter sido transferido, quando, na verdade, no mesmo dia e horário, estaria almoçando com Evy na barraca do Gaúcho, segundo informações obtidas pelo Jornal Topa Tudo à época.

 

Ou seja, além de garantir que a acusação  não passou de uma grande farsa, ele também garante que foi impedido de depor em juízo pelo próprio delegado que o sucedeu no comando das investigações.  

 

Pergunta-se: qual o interesse do MP e do delegado Evy de impedir que ele fizesse as importantes revelações sobre as investigações de um suposto assalto, com reação e luta corporal dos dois professores, que ele  vinha fazendo ?

 

Quer saber mais? Acesse, www.casodosprofessores.com.br e tire suas próprias conclusões.

CASO DOS PROFESSORES: O SILÊNCIO DA APLB QUE CONDENA

CASO DOS PROFESSORES: O SILÊNCIO DA APLB QUE CONDENA

Noticias 20 de abril de 2026

 

AAAVERDADE

 

A direção da  APLB foi procurada recentemente pelo maior site de Porto Seguro, o Porto Seguro Notícias,  para se manifestar sobre o conteúdo do  Blog que venho tornando público — um trabalho detalhado, fundamentado e sustentado em provas, que desmonta a narrativa construída ao longo de 17 anos sobre o chamado “crime de mando político”, envolvendo o caso dos professores, o qual pode ser esmiuçado à exaustão por qualquer acadêmico de Direito com um mínimo de vontade ou de tino investigativo.    A resposta? Como  sempre, o silêncio.

 

Não um silêncio qualquer. Um silêncio conveniente. Até mesmo porque o conteúdo do Blog ( acesse www.casodosprofessores.com.br)  foi disponibilizado à entidade há mais de 1 ano atrás, ou seja, não é surpresa para a referida associação. 

 

A justificativa apresentada — de que não responderia a quem será testemunha de defesa dos acusados — não passa de um álibi retórico para evitar o que realmente importa: o confronto com os fatos. Porque quando os fatos entram em cena, a narrativa da APLB desmorona.

 

E é exatamente isso que está em jogo.

 

A DENÚNCIA ABSOLUTAMENTE FANTASIOSA

 

Desde os primeiros dias após a tragédia, dois promotores trataram de oferecer à sociedade uma história pronta, emocionalmente atraente, mas juridicamente frágil. Uma acusação grave, barulhenta, midiática — e absolutamente carente de provas razoavelmente consistentes. O tempo passou, mas o conteúdo nunca evoluiu em mais de 17 anos. Pelo contrário, permaneceu ancorado no mesmo ponto: apenas a  palavra de dois criminosos confessos, cujas versões mudaram mais de uma vez em questão de dias.

 

Isso não é prova. Isso é conveniência acusatória.

 

Pior: essas versões contradizem frontalmente elementos objetivos dos autos. Há inconsistências gritantes, incompatibilidades com depoimentos de familiares das próprias vítimas e provas que afastam, de forma clara e irrefutável, a presença dos acusados na cena do crime. Ainda assim, insiste-se na acusação como se repetir uma história fosse suficiente para torná-la verdadeira.

 

Não é.

 

O DESAFIO QUE DURA MAIS DE  17  ANOS

 

E é justamente por conhecer cada detalhe desse processo — ontem como jornalista, hoje como advogado — que afirmo, sem qualquer hesitação: trata-se de uma acusação insustentável. Uma construção que não resistiria a um exame minimamente sério, técnico e honesto.

 

Por isso fui além das palavras. Desafiei publicamente: ofereço um carro o km a quem conseguir me desmentir com base em provas. Não em narrativas. Não em convicções. Em fatos. Desafio este, convenhamos, que a APLB deveria ser a primeira a procurar enfrentar.

 

Esse não é um gesto de arrogância, até mesmo porque não tenho um carro 0 km nem para mim.  Mas é  a expressão de quem tem absoluta convicção no que afirma. Porque ninguém em sã consciência desafia Polícia, Ministério Público, sindicato e a opinião pública ao mesmo tempo — a menos que tenha razões sólidas para isso.

 

POR QUE O SILÊNCIO

 

O que causa perplexidade não é a discordância. É a recusa em debater.

 

Se há tanta certeza na acusação, por que o silêncio? Por que não enfrentar os argumentos de quem ousou por tantos anos enfrentar os acusadores e tentar desmascarar a farsa que envolve o caso?

 

Por que não analisar, com seriedade, o conteúdo que está disponível e documentado, inclusive com documentos e os relatos inéditos  de advogados, vereadores, de um juiz de direito e do próprio delegado que comandava as investigações iniciais sobre o caso  e que garante que tudo não passou de uma farsa?

 

Estariam todos acomunados com o intuito de mentir e de tentar enganar à sociedade?

 

A resposta é desconfortável, mas evidente: porque fazer isso, é claro,  exigiria admitir que, durante anos, se sustentou uma versão que não se mantém de pé.

E isso tem consequências.

 

Bradar por justiça é legítimo. Mas insistir na condenação de inocentes não é justiça — é erro. E erro, quando consciente ou negligente, torna-se injustiça.

 

A maior tragédia aqui não é apenas o crime que vitimou dois professores. É o risco real de que, em nome dessa tragédia, se cometa outra: a destruição da vida de pessoas inocentes para sustentar uma narrativa que jamais se provou verdadeira.

 

O silêncio da APLB não é neutro. Ele diz muito.

 

E, talvez, diga tudo.

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