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VIRA-FOLHAS PROFISSIONAIS: O PREÇO DA LEALDADE NO CIRCO POLÍTICO DE PORTO SEGURO

VIRA-FOLHAS PROFISSIONAIS: O PREÇO DA LEALDADE NO CIRCO POLÍTICO DE PORTO SEGURO

Noticias 10 de abril de 2026

Vira folhas

 

Há cidades que têm praias bonitas, história rica, cultura vibrante. E há Porto Seguro — que, além de tudo isso, oferece a cada quatro anos um espetáculo gratuito de circo político que faria corar até os mais criativos roteiristas de novela.

 

É a temporada das “adesões”.

 

Não confundir com convicções, coerência ou, Deus nos livre, princípios. Adesão, por aqui, é um conceito mais, digamos assim ... maleável. Funciona como promoção de supermercado: muda toda semana, depende da oferta e, claro, do bolso do freguês — ou melhor, do candidato.

 

Com a aproximação das eleições, ressurge esse fenômeno curioso, quase migratório, digno de documentário do Discovery Channel: lideranças que, até ontem, juravam amor eterno a um candidato, hoje aparecem sorridentes ao lado de outro, como se sempre tivessem sido amigos de infância, padrinhos de batismo e confidentes de travesseiro.

 

É bonito de ver. Emociona. Acredita na honestidade e na adesão natural  dessas pessoas  quem quer.

 

 

DA ÁGUA PARA O VINHO VIA PIX

 

Principalmente quando a legenda é: “apoio declarado após reconhecer o excelente trabalho do candidato”.

 

Dá vontade de perguntar: reconhecer quando? Ontem à noite, depois do PIX cair? Ou foi de manhã, junto com a promessa de um cargo com ar-condicionado e salário garantido?

 

Porque, sejamos francos — e Porto Seguro, nesse quesito, não é exatamente um convento — ninguém muda de lado por iluminação divina. Não é epifania. Não é consciência política. É matemática simples: quanto tem, quanto paga e quanto rende.

 

E o mais fascinante é a naturalidade. Ninguém mais se dá ao menos o trabalho de disfarçar. Até mesmo pastores transformam seus púlpitos em balcão de negócios. A promiscuidade eleitoral deixou de ser bastidor e virou vitrine. Está tudo ali, escancarado, como se fosse parte do folclore local — e talvez já seja mesmo.

 

SEMPRE OS MESMOS

 

Os mesmos nomes, sempre eles, tal qual moscas varejeras, orbitando o poder como satélites de baixa autonomia. Passam por um, dois, três grupos políticos, com a leveza de quem troca de camisa. Ontem eram fervorosos defensores de um projeto; hoje, críticos indignados; amanhã, novamente convertidos — tudo conforme a direção do vento e, principalmente, a espessura do envelope.

 

 

Curiosamente, fora desse ecossistema político, a vida não costuma ser tão generosa com essas lideranças itinerantes. No mundo real, aquele onde é preciso acordar cedo, trabalhar, competir e produzir, o desempenho costuma ser... digamos... discreto.

 

Talvez por isso a política seja tão atraente: nela, o mérito pode ser substituído por proximidade, e a competência, por conveniência.

 

E assim se forma um ciclo quase perfeito. De quatro em quatro anos, reaparece a oportunidade de “dar uma mordida”, garantir uma nomeação, assegurar um contracheque temporário — desses que duram enquanto dura o mandato, ou a paciência de quem nomeou.

 

ESTUDAR E SE QUALIFICAR QUE É BOM, NADA

 

Enquanto isso, a ideia de serviço público como algo técnico, estável e baseado em mérito — via concurso, por exemplo — vai sendo tratada como detalhe menor. Afinal, estudar dá trabalho. Muito mais fácil é investir na arte da adesão: flexível, adaptável e, sobretudo, rentável no curto prazo.

 

O problema é que o curto prazo, como tudo na política, também passa.

 

E quando passa, sobra o quê? Currículos vazios, reputações remendadas e aquele pequeno constrangimento — para quem ainda tem — de explicar por que ontem se dizia uma coisa e hoje se diz exatamente o contrário, com a mesma convicção teatral.

 

Mas talvez o mais interessante nessa história toda nem seja o comportamento dos políticos que compram apoios. Esses, afinal, estão apenas jogando o jogo como ele é.

 

A questão mais incômoda é outra: quanto custa, afinal, a adesão de cada um dos apoiadores que de 4 em 4 anos juram fidelidade eterna aos seus líderes?

 

AS LARANJAS DA VERDADEIRA FELICIDADE

AS LARANJAS DA VERDADEIRA FELICIDADE

Noticias 07 de abril de 2026

 

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Há uma ilusão persistente no mundo moderno — e ela não está nos livros de filosofia nem nas teses acadêmicas que ocupam prateleiras inteiras sem jamais ocuparem a vida de ninguém. Está na crença, repetida como um mantra preguiçoso, de que felicidade é um destino sofisticado, caro, cheio de pré-requisitos e, de preferência, acompanhado de aplausos. Como se fosse necessário um cargo, um título ou uma conta bancária com números suficientes para constranger o gerente.

 

A verdade, como quase sempre, é mais simples — e, por isso mesmo, mais difícil de aceitar.

 

Com o passar dos anos, e contra a vontade de quem ainda insiste em achar que sabe tudo, a gente começa a perceber que sabedoria não tem nada a ver com diplomas emoldurados ou discursos eloquentes. Ela costuma vir disfarçada, às vezes dentro de uma rotina dura, silenciosa, dessas que não rendem manchetes.

 

Meu pai era um desses casos inconvenientes para o imaginário moderno: nasceu sem nada, não herdou atalhos e teve de aprender cedo que o mundo não costuma facilitar a vida de quem acorda às quatro da manhã.

 

Uma vida inteira de trabalho e de estudos

 

Ainda menino, enquanto boa parte das crianças dormia — como é próprio da infância — ele já estava de pé, enfrentando o frio das madrugadas gaúchas para ajudar na ordenha de vacas, entregar pão e, entre uma tarefa e outra, encontrar um jeito de chegar à escola. Não havia glamour nisso. Não havia narrativa inspiradora pronta para redes sociais. Havia apenas o esforço, cru e contínuo, de quem entendeu cedo que a vida cobra antes de entregar.

 

De cinco irmãos, foi o único que apostou nos estudos. E aqui não há romantização: estudar, naquele tempo, significava horas debruçado sobre cadernos, resumos feitos à mão e uma disciplina que hoje talvez fosse considerada exagerada — ou inviável, diante das distrações disponíveis.

 

Tornou-se contador, depois advogado e, mais tarde, juiz de direito. Não por milagre, nem por acaso. Por insistência.

 

Mas o que realmente importa nessa história não são os títulos — esses, o mundo adora colecionar. O que importa é o que ele fez com eles. Ou, mais precisamente, o que decidiu não fazer.

 

Sem fé na justiça terrena

 

Em uma época em que subir mais um degrau na carreira costuma ser tratado como obrigação moral, ele recusou. Prestes a se tornar desembargador, preferiu parar. Disse, com uma franqueza que hoje soa quase subversiva, que não acreditava plenamente na justiça dos homens.

 

Não era rebeldia. Era pura lucidez. Uma dessas conclusões que não cabem bem em discursos oficiais, mas que fazem todo sentido quando a consciência ainda está em dia.

 

É curioso observar como o poder, em muitos casos, tem o efeito colateral de inflar o ego e esvaziar a dúvida. Meu pai seguiu exatamente na direção contrária. Na aposentadoria, em vez de celebrar conquistas, fazia perguntas incômodas a si mesmo: teria sido justo? Teria prejudicado alguém? Teria falhado onde não podia falhar?

 

Hoje, quando tantos se comportam como donos da verdade — e, pior, como donos do destino alheio — esse tipo de inquietação soa quase como uma relíquia moral. Talvez seja mesmo.

 

Mas nada disso, curiosamente, era o centro de sua filosofia de vida. O núcleo duro de sua sabedoria não estava nas decisões que tomou nos tribunais, mas nas que tomou fora deles.

 

Programa preferido

 

Ele costumava contar, sem qualquer cerimônia, que no início de sua vida com minha mãe — dois jovens, praticamente sem dinheiro e com um futuro que existia mais como esperança do que como garantia — o programa preferido era ir até a praça da cidade, sentar e chupar laranjas enquanto conversavam. Só isso.

 

Nenhum restaurante caro. Nenhuma viagem planejada. Nenhuma necessidade de impressionar ninguém. Apenas o suficiente — e, ao que tudo indica, mais do que suficiente.

 

É aí que a história começa a ficar desconfortável para quem insiste em medir felicidade por métricas financeiras. Porque, no fim das contas, ele conquistou tudo aquilo que o mundo costuma aplaudir — carreira, respeito, estabilidade — mas nunca confundiu essas coisas com o sentido da vida.

 

Em  paz com Deus e consigo mesmo 

 

Morreu com uma conta bancária modesta para os padrões de quem passou pelos cargos que ocupou. Nada que chamasse atenção. Nada que justificasse manchetes. E, ainda assim, deixou algo que hoje parece muito mais raro: a sensação de que viveu sem se vender.

 

Há quem prefira rir disso. Há quem ache ingenuidade. Afinal, vivemos tempos em que valores são negociáveis e princípios, quando existem, costumam vir acompanhados de um preço. Mas talvez valha a pena considerar a hipótese — apenas a hipótese — de que estamos confundindo prosperidade com acúmulo e sucesso com visibilidade.

 

No fim, a pergunta permanece, simples e desconcertante como uma tarde na praça: o que, exatamente, faz uma vida valer a pena?

 

Talvez a resposta não esteja nos gabinetes, nem nos títulos, nem nas cifras que circulam por aí com tanta desenvoltura. Talvez esteja em algo bem menos impressionante — e, justamente por isso, mais verdadeiro.

 

Talvez esteja em chupar laranjas. Ou não.

STF USA  JUÍZES COMO  BOIS DE  PIRANHA

STF USA  JUÍZES COMO  BOIS DE  PIRANHA

Noticias 02 de abril de 2026

 AAAAPIRANHA

 

No Brasil, quando a água começa a subir demais lá em cima, alguém sempre acaba jogado no rio.

 

Desta vez, escolheram os juízes.

 

De repente, como num passe de mágica institucional, ao menos se depender da disposição da maioria dos  ministros do STF, o grande debate nacional virou os tais penduricalhos: auxílio disso, verba daquilo, teto constitucional, moralidade administrativa. Um desfile completo de indignação — organizado, barulhento e, sobretudo, conveniente.

 

Não que o tema seja irrelevante. Não é.

 

Mas o timing… ah, o timing. Justamente quando o STF é desnudado e se descobre um antro de corrupção sem precendentes na história do Brasil? 

 

BOIS DE PIRANHA 

 

Enquanto tenta se  acender o holofote sobre Código de Ética, contracheques e benefícios, outras discussões — muito mais sensíveis e graves — seguem fora de cena, em silêncio quase profissional por parte dos 11 ministros, afora Luiz Fux e André Mendonça. A atenção pública do restante  é conduzida com precisão cirúrgica: olha-se para onde faz barulho, não necessariamente para onde faz diferença.

 

E funciona.

 

A plateia se divide, as redes fervem, os especialistas de ocasião surgem aos montes — e, no meio disso tudo, o foco real, que é a corrupção sistêmica na mais alta Corte do país,  escorre pelos dedos como água.

 

Os juízes de base, que pouco ou nada têm a ver com os grandes jogos de poder, viram símbolo do problema. Viram exemplo. Viram, literalmente, bois de piranha.

 

Porque no Brasil institucional há uma lógica simples:
quando o risco aumenta no topo, o desgaste é redistribuído na base, embora se saiba que quem realmente vende sentenças por cifras milionárias no Brasil não são os juízes, mas sim desembargadores e ministros. 

 

No fim, o sistema se protege discutindo o acessório como se fosse essencial.

 

E o essencial?

 

Bom… esse continua onde sempre esteve:
fora do alcance do debate fácil, longe do barulho, protegido pelo silêncio dos ministros.

 

Enquanto isso, o aquário segue de vidro.

 A NOVA DOR DE CABEÇA DO PREFEITO JÂNIO NATAL NO STF

A NOVA DOR DE CABEÇA DO PREFEITO JÂNIO NATAL NO STF

Noticias 29 de março de 2026

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O Brasil conseguiu uma façanha: transformar até o óbvio em dúvida jurídica. O caso do prefeito de Porto Seguro é didático. Foi eleito em uma cidade, renunciou para o irmão assumir, depois venceu duas vezes em outra. Resultado: três mandatos seguidos com troca de endereço — uma espécie de “drible eleitoral” com GPS.

 

Em qualquer lugar sério, isso seria barrado na largada. Aqui, foi parar no STF.

 

E aí começa o suspense. Não porque a lei seja complicada — ela não é. Mas porque, hoje, no Supremo, o problema não é entender o texto. É adivinhar o humor da interpretação.

 

O destino do caso agora  está nas mãos de um ministro que até poucos dias atrás posava de xerifão do STF e defensor da democracia, hoje desmoralizado pelas denúncias envolvendo o Banco Master, e que poderá ser ele mesmo cassado ou até mesmo preso nos próximos meses, a depender da delacão de Vorcaro.

 

E, no Brasil atual, isso significa que tudo pode acontecer — inclusive nada ter a ver com a regra escrita. Entre o que diz a Constituição e o que sai do plenário, existe um território nebuloso onde, dizem, prosperam os famosos “acordos de bastidor”. Só que quando mais alto o andar das negociações, masia alta e salgada a conta.

 

Resultado: o cidadão assiste sem entender se está diante de um julgamento ou de um roteiro.

 

Se validarem, institucionaliza o jeitinho. Se cassarem, vira exceção conveniente.

 

Em ambos os casos, a lei continua sendo um mero detalhe.

 

E assim seguimos: com babões de plantão sempre aplaudindo e defendendo o indefensável,  com  políticos testando até onde dá para ir e um Supremo mostrando que o limite… é elástico. Afinal, se pagar bem, que mal tem? 

 

Melhor o contribuinte não tentar entender demais. Pode fazer mal.

 

Ou, como já virou recomendação nacional:
melhor garantir logo um Rivotril. 💊🇧🇷

CPI JÁ: O DONO DA MULTA, A OMISSÃO DO PREFEITO E O SILÊNCIO DA CÂMARA DE VEREADORES

CPI JÁ: O DONO DA MULTA, A OMISSÃO DO PREFEITO E O SILÊNCIO DA CÂMARA DE VEREADORES

Noticias 27 de março de 2026

 

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Porto Seguro tem hoje uma autoridade que não foi eleita, não passou pelo voto e, ao que tudo indica, também não passa por nenhum tipo de freio. Ainda assim, manda, desmanda  — e manda muito.

 

O nome do órgão é PORTRAN. Mas, na prática, muita gente na cidade já enxerga de outro jeito: um balcão de multas com dono.

 

Porque não é mais possível tratar como coincidência o volume absurdo de autuações, a repetição de relatos de abusos e a sensação generalizada de que existe ali uma máquina funcionando com um único objetivo — arrecadar. E rápido.

 

Só que toda máquina tem um operador.

 

E é aí que a história começa a ficar interessante — ou preocupante, dependendo do ponto de vista.

 

VELHO CONHECIDO 

 

O diretor da PORTRAN, figura conhecida na cidade e, diga-se de passagem, muito mal avaliada por quem paga imposto, parece ter desenvolvido um tipo raro de poder: **o poder sem limite. Age com desenvoltura inacreditável, fala com arrogância, impõe decisões e, segundo comentários que circulam com força nos bastidores, não se constrange nem diante de autoridades do próprio governo municipal.

 

Não é normal. Não é administrativo. Não é aceitável.

 

E, ainda assim, continua. Nem mesmo o prefeito parece ter comando sobre o cidadão.

 

A pergunta que ecoa nas ruas, nos comércios e até dentro da própria prefeitura é simples e direta: por que esse homem continua no cargo? Afinal, qual o receio do prefeito em demiti-lo?

 

Porque não se trata apenas de estilo duro de gestão. Se fosse isso, vá lá. O problema é outro. É o conjunto da obra: denúncias de excesso, relatos de multas no mínimo questionáveis, comportamento incompatível com a função pública e, acima de tudo, uma sensação de que ninguém consegue — ou quer — colocar um freio.

 

OU SERÁ QUE ELE SABE DEMAIS?

 

E quando ninguém consegue mexer, duas hipóteses surgem:
ou o sujeito é indispensável…
ou sabe demais.

 

Enquanto isso, o prefeito segue em silêncio. Um silêncio que, neste caso, não ajuda — só alimenta mais dúvidas. Afinal, estamos falando de um gestor experiente, que já conhece os atalhos e armadilhas da máquina pública. Não é alguém ingênuo.

 

Então fica a dúvida inevitável: é omissão ou é receio?

 

 

O FAZ DE CONTA DA CÂMARA

 

 

E a Câmara de Vereadores? Em que pese o vereador Cassio Campeche tenha protestado nessa quinta-feira, essa parece assistir a tudo como quem vê um filme repetido. Reclama, faz discurso, ensaia indignação — mas não chega ao ponto central: abrir uma CPI e investigar de verdade o que está acontecendo dentro da PORTRAN e para onde vão parar os milhões de reais arrecadados mensalmente com as multas. Esse é o grande X da questão.\.

 

Porque, sejamos francos: se há uma arrecadação milionária, se há suspeitas consistentes e se há um diretor cercado de controvérsias, não existe justificativa plausível para não investigar.

 

Ou existe — e ninguém quer dizer qual é.

 

No meio disso tudo, sobra para o cidadão comum, para o pobre trabalhador,  como fizeram com o empresário Samaicon Sacramento e seu pai nesta semana. Multado, pressionado, tratado como fonte de receita. Porto Seguro, que sempre viveu do turismo, agora parece viver também de um outro fluxo: o da notificação.

 

E assim a cidade vai tocando — com um diretor que manda demais, um prefeito que fala de menos e vereadores que fazem quase nada.

No fim, fica a impressão de que a PORTRAN não organiza o trânsito. Organiza a arrecadação.

E o resto… que se vire. 

  1. UM PEDIDO DE SOCORRO — E UM AVISO — À OAB, AO CRECI E À CORREGEDORIA DE JUSTIÇA
  2. O juiz que teve vergonha
  3. O CARTÓRIO DE IMÓVEIS DE PORTO SEGURO: ENTRE A LEGALIDADE E O EXCESSO
  4. PERDÃO, CAROS LEITORES, POR EU TER ACREDITADO E VOTADO EM NETO CARLETTO

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