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A LUTA DE ROBÉRIO PARA RECUPERAR A SAÚDE DE EUNÁPOLIS APÓS O FURACÃO CORDÉLIA

A LUTA DE ROBÉRIO PARA RECUPERAR A SAÚDE DE EUNÁPOLIS APÓS O FURACÃO CORDÉLIA

Noticias 16 de fevereiro de 2026

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Há cidades que enfrentam enchentes. Outras, secas. Eunápolis enfrentou Cordélia.

 

Não se trata aqui de fenômeno meteorológico, embora os estragos tenham sido semelhantes. Foi na verdade um furacão administrativo, com  efeito arrasa-quarteirão.

 

Quando Robério Oliveira assumiu a prefeitura, encontrou aquilo que todo gestor teme: cofres combalidos, serviços públicos desorganizados e, no caso mais sensível de todos, a saúde pública à beira da UTI — sem respirador.

 

Convém dizer, antes que alguém afine os violinos da suspeita: reconhecer um acerto não transforma ninguém em puxa-saco. Em política, elogio criterioso é tão raro quanto prestação de contas clara. Mas os fatos existem — e, às vezes, insistem em aparecer.

 

O HOSPITAL QUE PRECISAVA DE SOCORRO

 

O Hospital Geral de Eunápolis não precisava de discurso. Precisava de estrutura. Tomógrafo funcionando, leitos organizados, fluxo interno racional. Coisas básicas, mas que no Brasil costumam ser tratadas como inovação tecnológica de ponta.

 

A recente entrega da nova sala de tomografia — equipamento de mais de R$ 3 milhões, com apoio do Governo do Estado — não é detalhe de marketing. É diferença entre diagnosticar um AVC em minutos ou em horas. Na saúde pública, minutos têm a deselegância de separar vida e morte.

 

A ampliação da enfermaria clínica cirúrgica e a nova sala de medicação também não são enfeites de inauguração com placa e fita. São medidas administrativas que reorganizam o caos. E, no setor público, organizar o caos já é uma pequena revolução.

 

A FROTA QUE ANDAVA (OU NÃO ANDAVA)

 

Outro símbolo do “antes” era o SAMU. Frota sucateada, veículos cansados, ambulâncias que precisavam de reza brava antes de sair para atender ocorrência. Hoje, com a renovação viabilizada via PAC Saúde, o serviço opera com 100% da frota renovada.

 

Pode parecer trivial para quem nunca precisou de uma ambulância às três da manhã. Não é.

 

Ambulância não é carro oficial para desfile. É instrumento de sobrevivência. Reduzir tempo de resposta não rende votos imediatos, mas salva gente — o que deveria ser a primeira função de qualquer governo minimamente civilizado.

 

A TROCA DE COMANDO E A PEDRA NO SAPATO

 

Robério também fez algo que poucos gestores fazem com naturalidade: reconheceu o erro na contratação do IGH, rescindiu contrato após bloqueio judicial de mais de R$ 1,3 milhão e partiu para outra solução.

 

A entrada do IDES na gestão hospitalar, ainda cercada de questionamentos e exigindo máxima transparência — como deve ser em qualquer administração pública — é mais uma tentativa de colocar ordem na casa.

 

É legítimo que haja fiscalização. É saudável que a Câmara acompanhe. É indispensável que a população cobre clareza nos contratos. O que não é razoável é fingir que manter o modelo anterior, já comprometido judicialmente, seria sinal de responsabilidade.

 

Entre insistir no erro e tentar corrigir o rumo, a segunda opção costuma ser menos confortável — e mais necessária.

 

A POLÍTICA E A REALIDADE

 

Há quem espere milagres administrativos em cem dias. Outros exigem que o prefeito resolva em um semestre o que foi desorganizado em anos. Não funciona assim. Gestão pública não é botão de reset.

 

Eunápolis enfrenta desafios estruturais nas finanças, na educação, na infraestrutura. A saúde, tendo à frente a competente  secretária Livia Souza,  contudo, era o incêndio mais urgente. Priorizar o hospital foi uma escolha política — e, ao que tudo indica, acertada.

 

Isso não significa carta branca. Significa apenas reconhecer que, no meio da tempestade, houve decisão.

 

ENTRE A PROPAGANDA E O FATO

 

O Brasil tem um vício antigo: transformar qualquer ação administrativa em peça publicitária. É preciso cuidado para não confundir entrega concreta com release otimista.

 

No caso do HGE, porém, o tomógrafo existe. A enfermaria foi ampliada. A sala de medicação funciona. A ambulância está rodando. São fatos verificáveis, não metáforas eleitorais.

 

Se a gestão do IDES dará certo? O tempo dirá — e a fiscalização também. Se a reorganização da saúde será sustentável? Dependerá de gestão, planejamento e dinheiro, esse item sempre escasso.

 

Mas negar que houve movimento concreto seria tão equivocado quanto afirmar que tudo já está resolvido.

 

CONCLUSÃO SEM FANFARRA

 

Robério não recebeu uma prefeitura pronta para corte de fita. Recebeu um cenário de reconstrução. Está acertando sempre? Improvável. Está tentando reorganizar a área mais sensível da administração? Evidente.

 

E, em política municipal, onde muitas vezes se troca o essencial pelo espetáculo, já é alguma coisa.

 

A saúde de Eunápolis não será recuperada por discursos inflamados nem por torcida organizada contra ou a favor. Será recuperada por gestão contínua, vigilância pública e menos vaidade administrativa.

 

Se o furacão passou, agora começa o trabalho menos glamouroso: reconstruir tijolo por tijolo — e prestar contas de cada um deles.

O CARNAVAL NÃO É BEM A PRAIA DO VEREADOR BOLINHA

O CARNAVAL NÃO É BEM A PRAIA DO VEREADOR BOLINHA

Noticias 16 de fevereiro de 2026

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Há políticos que escolhem as suas batalhas com lupa. Outros escolhem com saudosismo. O vereador Kempes Nevilles, o popular Bolinha, que tantas vezes tem demonstrado coragem e  independência — qualidade raríssima em tempos de plenários coreografados — resolveu agora mirar sua artilharia justamente contra o relógio do Carnaval. Sim, o relógio.

 

Segundo ele, o modelo atual, que antecipa as grandes atrações para horários mais civilizados, seria uma espécie de heresia contra a tradição momesca. Traduzindo: o bom mesmo era quando o sujeito precisava de um GPS, duas latas de energético e uma crise existencial para conseguir assistir à atração principal às três da manhã.

 

É aqui que convém fazer uma pausa para lembrar: tradição é algo bonito quando não exige atestado médico no dia seguinte.

 

O PAI DA CRIANÇA (COM CERTIDÃO EM CARTÓRIO)

 

Sem falsa modéstia — que é um vício nacional — vale recordar que a discussão sobre mudar o horário do Carnaval de Porto Seguro começou a ser provocada justamente por mim, lá atrás, em 2012 ou 2013,  em um tempo em que o meu  desejo pessoal não era era apenas  vencer a eleição municipal a qualquer custo para ficar rico ou para arrumar uma boquinha na prefeitura, mas, sim, apenas ajudar a melhorar a  cidade que escolhi para viver. Nada mais do que isso. 

 

E essa discussão não nasceu em mesa de bar às quatro da manhã, mas em conversas sérias com a então prefeita, seu esposo Robério e o vice Beto Axé Moi, deixando claro que não foi nada fácil dobrar e convencer Robério, dono de trios e já acostumado ao antigo modelo há muitos anos.

 

A ideia era simples: por que gastar milhões numa festa cujo público-alvo era exclusivamente o “folião individual”, aquele espécime que sai sozinho, volta escoltado por amigos e acorda dois dias depois perguntando onde está o chinelo?

 

O modelo antigo era uma ode à madrugada profunda. As melhores atrações subiam ao palco à 1h, 2h, às vezes mais tarde. Encerrava-se às seis da manhã, horário em que o cidadão comum já está preparando o café ou a oração do dia. Resultado: famílias, casais, pessoas da melhor idade, pais com filhos — todos ficavam de fora. O Carnaval era praticamente um clube fechado para quem tivesse resistência hepática suficiente.

 

A GERAÇÃO SAÚDE BATE À PORTA (E NÃO É ÀS TRÊS DA MANHÃ)

 

Os tempos mudaram — ainda que alguns insistam em manter o fígado como patrimônio histórico.

 

Hoje vivemos a geração saúde. O sujeito faz jejum intermitente, conta passos no relógio inteligente, troca cerveja por água com gás e ainda posta a corrida no Instagram. O Carnaval precisa dialogar com essa realidade. Não se trata de acabar com a festa, mas de ajustar o horário à civilização.

 

Antecipar as grandes atrações para as 20h e mantê-las até a meia-noite não é um ataque à alegria. É um convite à participação. Permite que famílias inteiras ocupem a Passarela, que pais levem filhos para ver os bloquinhos, que o folião dance e ainda acorde no dia seguinte antes do meio-dia — milagre que a medicina ainda estuda.

 

Depois da meia-noite? Ora, deixem que toquem as atrações menores. Como se diz com sabedoria popular: depois de certo horário, todos os gatos na Passarela são pardos — e qualquer batida serve para quem já decidiu transformar a madrugada em laboratório etílico.

 

ECONOMIA NÃO DORME ATÉ DUAS DA TARDE

 

Há também um detalhe que costuma escapar aos românticos da madrugada: economia.

 

Quando o Carnaval termina à meia-noite, a cidade acorda cedo. Praias cheias, restaurantes funcionando, comércio girando, ambulantes vendendo, hotéis movimentados. Quando termina às seis da manhã, a cidade amanhece vazia e só volta à vida às 14h — com sorte.

O vice-prefeito Paulinho Toa Toa, um expert no assunto,  sabe disso melhor do que ninguém: horário adequado amplia o público e distribui renda. A festa deixa de ser uma maratona alcoólica e passa a ser um evento econômico completo.

 

Mas talvez o romantismo da ressaca seja mais sedutor do que o pragmatismo das planilhas.

 

A PREFEITURA E O RELÓGIO QUE SEMPRE ATRASA

 

Agora, se há algo que merece crítica sem qualquer ironia é a insistência da prefeitura em anunciar as atrações praticamente em cima da hora.

 

Carnaval não é festa surpresa de aniversário. O turista precisa de planejamento. Passagens custando quatro ou cinco mil reais não são compradas por impulso, como quem pega chiclete no caixa do supermercado.

 

Anunciar atrações uma semana antes é pedir que o público de fora escolha Salvador, Recife ou Rio de Janeiro — cidades que divulgam sua programação com antecedência estratégica. Resultado? Este ano, ao que tudo indica, tivemos um dos carnavais mais fracos da última década. Procura por imóveis? Zero. Booking e Airbnb? Silêncio constrangedor.

 

E não adianta alegar dificuldade para contratar bandas. Se Salvador, Recife e Olinda conseguem organizar suas agendas com meses de antecedência, Porto Seguro também pode. Falta menos talento artístico e mais logística administrativa.

 

O CARNAVAL QUE QUEREMOS

 

Não se trata de acabar com a boemia. Quem quiser virar a madrugada continuará encontrando palco, som e companhia. Mas o modelo antigo, centrado na madrugada como horário nobre, está superado.

 

O Carnaval moderno é inclusivo. É familiar. É saudável — ainda que permita exageros pontuais. Ele não precisa começar quando a maioria das pessoas já está lutando contra o sono.

 

O vereador Bolinha, que tantas vezes tem acertado, desta vez pisou na bola. O novo horário não exclui; amplia. Não empobrece; fortalece. Não esvazia; qualifica.

 

E, convenhamos, atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu — mas também não é preciso que o trio espere todo mundo quase morrer de sono para começar a tocar.

A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA COMO SINAL DE MUDANÇA NA GESTÃO MUNICIPAL

A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA COMO SINAL DE MUDANÇA NA GESTÃO MUNICIPAL

Noticias 27 de janeiro de 2026

 

 

Não é segredo para ninguém que este cronista sempre se manteve firme na crítica ao atual governo municipal de Porto Seguro. Mas é preciso reconhecer, ainda que com o cético cuidado que a experiência ensina, que há movimentos recentes que merecem ser vistos com outros olhos.

 

Após a reinauguração da Praça ACM e da obra da Rua Pero Vaz de Caminha, o  prefeito Jânio Natal, ao apostar na regularização fundiária urbana (“Reurb”), parece ter entendido que política séria se faz com entrega concreta e com atenção às demandas reais da população — não apenas com retórica de palanque ou festa de inauguração. A iniciativa, tocada pela Secretaria Municipal de Habitação sob o comando de Davi Soares, tem mostrado, ao menos por ora, algo raro nos primeiros 4 anos da atual administração em sua pasta:  resultado.

 

Na prática, o que se vê é o início de uma entrega real de matrículas para moradores que vivem há décadas na informalidade. Trata-se do cumprimento da Lei Federal nº 13.465/2017, uma legislação que é clara ao garantir segurança jurídica, valorização do imóvel e inclusão econômica para milhares de cidadãos invisíveis no papel. E que, convenhamos, andava esquecida por muitos gestores.

 

UM SINAL DE RESPIRO NA SEHAB

 

Neste fim de semana, em Trancoso, foi a vez do bairro Salvador receber dezenas de títulos de propriedade. E quem esteve presente para validar o momento não foi um apadrinhado qualquer, mas o Corregedor-Geral de Justiça da Bahia, desembargador Roberto Frank Mainardi. Sem panos quentes, o magistrado elogiou a postura do gestor municipal e a iniciativa da Reurb. Um gesto que, vindo da cúpula do Judiciário baiano, não se pode ignorar.

 

O novo titular da Sehab, o jovem Davi Soares, demonstrou compromisso e clareza ao afirmar que a meta é levar a regularização a todos os bairros e distritos de Porto Seguro. Falou em planejamento, resultados e em "novo tempo". Palavras que, já vimos antes, soam bem no discurso. Mas desta vez começam a se sustentar também em gestos.

 

UM AVANÇO? SIM, MAS COM OS PÉS NO CHÃO

 

Evidente que há muito por fazer. A cidade ainda carrega mazelas crônicas e zonas inteiras em que a ausência do poder público é gritante. Mas se é verdade que a crítica constrói quando é justa, é igualmente justo reconhecer avanços quando eles acontecem. A regularização fundiária não resolve todos os problemas de Porto Seguro, mas aponta uma direção que o município não pode mais ignorar: a da legalidade, da cidadania e da reconstrução de confiança entre poder público e população.

 

Se a gestão vai manter esse ritmo, só o tempo dirá. Por ora, que se siga trabalhando, e que os elogios, quando vierem, sejam fruto do mérito e não do marketing.

CÉU DE BRIGADEIRO E FILHOTE NO COCKPIT

CÉU DE BRIGADEIRO E FILHOTE NO COCKPIT

Noticias 09 de janeiro de 2026

 


AAAJUNUIOR

 

Sim, senhores. Eu critiquei, critico e talvez até  volte a criticar duramente o prefeito  Jânio Natal. Porque é exatamente isso que se espera de qualquer cidadão decente e que não tenha alugado o cérebro para a prefeitura ou que não aceite viver pendurado descaradamente na folha de pagamento sem bater um mísero prego num sabão sequer, como muitos o fazem, sem nenhum rubor na face. 

 

Mas uma coisa, convenhamos,  é bater na canela, outra, bem diferente,  é fechar os olhos para o jogo jogado com maestria. Jânio pode até ter começado na política tropeçando em buracos que ele mesmo cavou, mas hoje... bem, hoje ele literalmente  voa em céu de brigadeiro. E o radar já mostra quem está sentado no banco ao lado: seu filho, Jânio Júnior.

 

Não é preciso gostar do estilo, das piadinhas, dos "beijus"   ou das taxas que ele empurra goela abaixo do contribuinte. É preciso, apenas, ter olhos para ver e ouvidos para escutar o que se passa, de fato,  com o prefeito.

O homem entendeu e passou a dominar o jogo. Passou de um prefeito ausente, mal humorado e de improvisos para um estrategista que não só domina a máquina como poucos,  mas também as redes, os bastidores, as alianças e os tempos do tabuleiro.

 

E, como todo bom xadrezista, ele já está jogando com peças que não são dele: Jânio Júnior é a próxima torre em movimento, cuja eleição, ao que tudo indica, deverá registrar a maior votação para deputado estadual da cidade e região, talvez mesmo até da Bahia.

 

MUDOU POR QUE, POR QUE MUDOU?

 

Aqui entra um detalhe que ninguém pode ignorar: o prefeito mudou porque passou a escutar. E escutar, meus amigos, é algo que poucos políticos fazem. A maioria prefere ensinar até Deus a governar. Jânio não. Teve a humildade de parar, ouvir, repensar.

E foi aí que surgiram duas figuras fundamentais nessa reviravolta: a primeira-dama Cristiane e um misterioso marqueteiro que sabe das coisas, que  discute e  dita-lhe os passos a serem percorridos.

 

Cristiane chegou com leveza, firmeza e inteligência emocional. Humanizou a gestão, abriu as portas para as famílias, atraiu simpatia  e suavizou a imagem do marido. Foi uma verdadeira  jogada de mestre — daquelas que não estão nos livros, mas funcionam nas urnas.

 

Já o marqueteiro, ah, esse sim, deve ter feito um pacto com o diabo ou com um publicitário genial, porque transformou um  Jânio muitas vezes sisudo num verdadeiro showman das redes sociais. Imagem limpa, discurso afiado, sorriso na medida certa, falando extamente aquilo que o povo gosta de ouvir. E o povo comprou a transformação. Basta fazer uma rápida pesquisa, sobretudo após a recente inauguração da nova praça ACM e da Pero Vaz de Caminha, para ver que Jânio caiu de vez  nas graças da população.

 

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

 

Pode parecer dura a língua, mas mais duro é ignorar os fatos. Os adversários, cada vez mais fragilizados, perdidos  e isolados,  ainda têm dificuldade em descobrir se usam outdoor, drone ou pombo-correio. Enquanto isso, o atual prefeito passeia por inaugurações vistosas  com sorriso marqueteiro e a família a tiracolo, vendendo uma imagem que cola. Afinal,  é a imagem que vence, não o ressentimento.

 

Portanto, caro leitor e eleitor: talvez, assim como eu,  você não engula o sumiço do prefeito ou a paralisação das obras quando ele bem  quer ou  todas as suas intermináveis taxas.  Talvez, assim como a maioria, você odeie a Zona Azul, - o que não é o meu caso - ou  talvez até tenha perdido a paciência com os buracos e o lixo que ainda resistem em plena zona central de uma cidade turística como  a nossa.

 

Mas se você quer continuidade de um projeto que entendeu melhor do que ninguém  como funciona o poder, que sabe vencer eleições, que não abandona - dizem -  seus amigos e que mira mais longe do que a esquina do próximo mandato, então abra o olho.

 

Jânio Júnior já está no cockpit. E você, goste ou não, já está no avião.

 

PRISÃO DE MADURO É UM CLARO AVISO PARA O BRASIL, STF E SUA “DITADURA DA TOGA”

PRISÃO DE MADURO É UM CLARO AVISO PARA O BRASIL, STF E SUA “DITADURA DA TOGA”

Noticias 04 de janeiro de 2026

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Nem tanto ao céu, nem tanto à terra — dizia meu pai com a sabedoria simples dos que aprendem a ver o mundo com os pés no chão. E hoje, quando o mundo acorda com a notícia de que os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro e o conduziram sob custódia após uma operação militar surpreendente, ficamos com um alerta que supera qualquer retórica ideológica. 

 

Não se trata aqui de celebrar uma intervenção externa — isso é controverso, perigoso e juridicamente complexo. Mas o fato de que um líder acusado de crimes graves contra a ordem pública, narcotráfico e corrupção institucional tenha sido retirado de cena mostra a crise profunda em que modelos políticos baseados na captura de instituições terminam. 

 

E é neste espelho venezuelano que devemos nos olhar. Porque o Brasil, embora em outro contexto, caminha por trilhas que não são tão diferentes quanto gostaríamos de acreditar. A captura de Maduro expõe as consequências de um sistema onde o poder se sobrepõe à lei — onde os tribunais superiores são cooptados, a imprensa silenciada, as Forças Armadas alinhadas ao comando político e o tecido institucional corroído por práticas clientelistas e corrupção sistêmica. 

 

Aqui, não se trata de fazer analogias fáceis ou reduzir a realidade brasileira a chavismo ou bolivarianismo. Trata-se, antes, de reconhecer que quando instituições deixam de cumprir seu papel de freios e contrapesos, o Estado de Direito se esvai. A Venezuela é a prova visível desse processo, e sua atual crise internacional não é obra do acaso: é fruto de anos de captura institucional e de impunidade seletiva. 

A NOSSA TRISTE E PREOCUPANTE REALIDADE 

 

No Brasil, muitos continuam a acreditar que certas figuras públicas estão acima das leis ou que mecanismos jurídicos podem ser moldados à conveniência política, como o faz, reiteradamente,  o nosso STF. E esse equívoco não surge do nada: é alimentado por decisões judiciais bizarras, sigilos inexplicáveis, interferências indevidas do Ministério Público e de cortes supremas, e uma narrativa dominante que protege os poderosos enquanto expõe os cidadãos comuns às incertezas jurídicas. 

 

A operação que resultou na captura de Maduro — e, segundo relatos, no seu traslado para responder por acusações de narcoterrorismo nos EUA — serve de lembrete duro: quando governos falham em responsabilizar elites por corrupção e crimes de alta magnitude, outras forças podem preencher o vazio. 

Para o Brasil, este é um sinal bastante claro de que mais dia ou menos dia a casa pode cair. E certamente, um dia haverá de  cair.  Tanto pelo escândalo do INSS,  como pelo escândalo do Banco Master e suas relações nada republicanas  com ninguém menos  do que a advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes, cujo patrimônio pessoal somente em 2025 cresceu 232% em relacão a 2024, faturando R$ 80 milhões de reais, apenas para citar alguns dos nossos muitos escândalos jurídicos. 

 

Ou seja, não adianta invocar soberania ou retórica ideológica quando a corrupção institucional corrói a confiança pública. O alerta é universal: instituições fortes, independentes e imparciais não são luxo — são condição de sobrevivência política e social. 

 

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Mas definitivamente com os olhos abertos para não repetir o mesmo erro que hoje a Venezuela paga tão caro — em relações internacionais, em estabilidade interna e em sofrimento humano coletivo.

  1. A EVOLUCÃO POSSÍVEL E A COBRANÇA OBRIGATÓRIA AO PREFEITO JANIO NATAL
  2. O CAVALO DE UBALDINO NÃO VOA. ELE ENTRA ANDANDO. BEM DE MANSINHO.
  3. QUEM SE VENDE NÃO MERECE SER COMPRADO - O triste destino de quem se envolve na política suja de Porto Seguro
  4. SIM, REALMENTE É PRECISO TIRAR O CHAPÉU PARA O PREFEITO JÂNIO TAXANDO NATAL

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