SOMOS TODOS JÂNIO NATAL – JUNTOS, MISTURADOS E EMBALADOS A VÁCUO PARA VICE GOVERNADOR EM 2026

JN

 

De vez em quando, surgem por aí leitores com capacidade de interpretação comparável à de uma porta trancada. Gente que jura, com a convicção dos bem desinformados, que eu sou “contra” o prefeito Jânio Natal. Mentira de manual. Fake news com mais ar que conteúdo. Nada a ver.

 

Mas como agora o boato ganhou as cores de um boi de carnaval — dizendo que JN pode ser vice-governador na chapa do eterno pré-candidato e eterno derrotado ACM Neto — vamos acabar com o suspense: sou declaradamente a favor.

 

Apoio essa candidatura com o entusiasmo de um padeiro que vê a concorrência pegar fogo. Sou JN desde o berçário, pelo menos nessa missão de despachar o prefeito para Salvador. Apoio junto, misturado e emoldurado com toda a fauna política que gira em torno do seu guarda-chuva — gente que só vê luz quando é farol de Brasília.

 

MAS COM UMA ÚNICA CONDIÇÃO

 

Mas, como todo bom negócio, há uma cláusula pétrea para receber o meu apoio: JN precisa se mudar de vez para Salvador. Não é bate-volta, não é estadia de hotel. É fixar domicílio, endereço e contas de luz na capital. E, antes de partir, passar a coroa e a caneta (que só existem no folclore da cidade e na propaganda oficial) para Paulinho Toa Toa — caso o STF não resolva primeiro encerrar a temporada.

 

Feito isso, Porto Seguro descobrirá duas verdades que já estão na cara.

 

A primeira: JN já é, na prática, prefeito em home office — só que com sede na capital. É como ter um médico que só atende por chamada de vídeo… e sem ligar a câmera. A ausência dele, convenhamos, não mudaria quase nada.

 

A segunda: Paulinho, o Zé dos Cargos, entende de administração pública na mesma medida que um tatu entende de astronomia. Sua posse seria uma viagem expressa para trás. Mas para ele e seus aliados, seria um salto triplo para frente — especialmente no caixa. Sim, ao menos  de caixa, dizem, Paulinho virou fera, já que além de vice prefeito e namorador, realizou o antigo sonho de se tornar o rei da noite.

 

O GRANDE FEITO DE PAULINHO

 

E sim, Paulinho já fez “algo” pela cidade, além de se tornar o mais fiel e solícito cordeirinho do prefeito: ajudou a preservar e  obrigou todos os barraqueiros de praia a reformar suas barracas. Todos, menos ele mesmo. A sua, a famosa Barraca Toa Toa, continua no modo vintage, junto com a Axé Moi, no esporte olímpico de ignorar acordos com o MPF, a SPU e o Iphan.

 

Portanto, está lançado o meu desafio: se JN cumprir esse acordo e mudar-se de vez para Salvador, convocarei toda a cidade para apoiá-lo, ganhe ou perca. Porque, às vezes, o resultado das urnas é irrelevante. O que importa é quem deixa a chave na portaria.

 

No fundo, é simples: se for para ser vice, que seja vice em Salvador. E que Porto Seguro, finalmente, tenha um prefeito de corpo presente.

O TURISMO AFUNDA – LITERALMENTE – EM PORTO SEGURO

 abai.jpg

A Prefeitura de Porto Seguro parece ter inventado uma nova modalidade de atração turística: o “safári aquático urbano”, a qual o secretário de Esportes Helio de Paula, o mais babão  de todos os babões, segundo informações,   já pensa até  em incluir na programação da sua pasta . Funciona assim: basta chover, e as ruas no entorno dos hotéis La Torre e Coroa Vermelha viram um conjunto de piscinas públicas. É um programa completo — gratuito, democrático e, claro, involuntário.

 

Não que alguém se surpreenda. Se o centro da cidade já é uma colcha de alagamentos,   buracos, mato e lixo para todos os gostos, por que diabos bairros mais distantes receberiam atenção? Só que aqui a coisa é um pouco pior — ou melhor, dependendo de quanto você gosta de ironia. Estamos falando de uma das áreas mais visitadas por turistas do Brasil, cartão-postal vendido em folhetos de agência de viagem. E a imagem que eles levam para casa é digna de documentário sobre enchentes na Idade Média.

 af.jpg

 

 A OFERTA DE LUIGI E DO COROA VERMELHA

 

O mais curioso é que a solução está na mesa do prefeito Jânio Natal  há tempos. Tanto o empresário Luigi Rotunno, do La Torre, quanto o proprietário do Coroa Vermelha já se ofereceram para pagar a pavimentação completa do entorno. Sim, pagar. Do próprio bolso. A única contrapartida seria a Prefeitura fazer a infraestrutura subterrânea — coisa que, convenhamos, é obrigação básica de qualquer administração. E o que fez a Prefeitura? Nada. Nem um tubo ou manilha— no sentido literal e figurado.

 

E por que faria agora, passada a eleição? Se não resolveram antes, quando pelo menos fingiam se importar, imagine agora. Os turistas que nadem. Os moradores que comprem botes infláveis para ir à padaria. E os estudantes que aprendam teletransporte, porque atravessar rua com água no joelho não consta do currículo escolar.

 

O resultado é um abaixo-assinado com 500 assinaturas implorando providências. Mas é claro que a atual gestão, em especial o vice prefeito Paulinho,  deve estar muito ocupada cuidando de prioridades maiores — como cortar fitas em inaugurações de obras alheias ou postar fotos em rede social, como se tudo estivesse funcionando normalmente, para o aplauso, é claro,  da claque dos sem noção. Porto Seguro, afinal, não é administrada; é abandonada com método. E com orgulho.

ar.jpg

 

PORTO SEGURO E A NOVELA DO “PREFEITO ETERNO”. EMBARGOS DE JÂNIO REJEITADOS POR UNANIMIDADE. STF PODE ABRIR CAMINHO PARA NOVA ELEIÇÃO.

decisao TSE JN

Em Porto Seguro, cidade que já foi palco de descobertas históricas, o que se descobre agora é que a cadeira de prefeito pode estar mais instável que canoa furada em mar aberto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, na última quinta-feira, os embargos de declaração de Jânio Natal — recurso que o próprio relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, classificou como “mera tentativa de limitar fundamentos” para preparar terreno a um futuro recurso ao STF. Traduzindo: foi mais um jogo dos advogados de  JN para ganhar tempo. E tempo, neste caso, é dinheiro. Muito dinheiro em jogo.

 

Gilberto Abade, ex-prefeito e velho conhecedor das engrenagens políticas locais, já dizia que a disputa pela prefeitura da cidade — “a galinha dos ovos de ouro mais valiosa do interior da Bahia” — nunca foi para amadores. Muito menos briga de meninos barrigudos. E Jânio Natal parece provar isso a cada passo, com uma advocacia digna de novela das nove: 14 advogados, dos melhores e mais caros do país, para defender um mandato que, segundo acusações, seria o seu “terceiro” — o que a Constituição veda.

 

 

PREFEITO ITINERANTE

 

O TSE já havia decidido num placar apertado de 4x3, com direito a puxão de orelha público da ministra Cármen Lúcia, que não comprou a tese sem pé nem cabeça dos ministros defensores do prefeito. E agora, com os embargos rejeitados, o caso bate à porta do STF. A acusação central? Que Jânio, ao renunciar em Belmonte em 2016, criou uma manobra para se reeleger indefinidamente, configurando a figura proibida do “prefeito itinerante”.

 

O Ministério Público Eleitoral foi direto: não houve omissão, contradição ou obscuridade na decisão anterior. A questão, para eles, é clara — e está ancorada no art. 14, §5º da Constituição: é proibido o “prefeito itinerante”. A tentativa de reabrir o debate seria apenas uma cortina de fumaça.

 

NOVA ELEIÇÃO EM BREVE?

 

O problema é que, se o STF seguir a linha dura – e tudo indica que seguirá -  Porto Seguro pode ter nova eleição ainda este ano. E não se trata apenas de uma disputa eleitoral: é um jogo de poder com cifras milionárias. Reza a lenda política local que Jânio já teria gastado em torno  R$ 30 milhões na campanha – contra R$ 3 milhões da segunda colocada - e outros R$ 50 milhões em Brasília e Salvador para manter-se no cargo.

 

Será que ele, que de bobo não tem nada,  vai abrir a carteira de novo para tentar eleger seu aliado Paulinho? E mais: vice fiel existe só até virar titular. Depois disso… a história mostra que a lealdade costuma durar menos que promessa de campanha.

 

PL EM MAUS LENÇÓIS

 

Enquanto isso, o Partido Liberal, sigla que Jânio usa como escudo, afunda cada vez mais na lama política nacional. No Congresso e no STF, o PL, tradicionalmente um partido fisiológico e vendilhão,  já é visto como um aliado eventual do governo petista contra os bolsonaristas. Ironia das ironias: um prefeito que surfou na onda da direita, agora encalhado em meio a acordos de ocasião. Até porque não parece nada  razoável supor que o STF, no momento vigiado por todos os lados, vá endossar as decisões que vem mantendo o prefeito no cargo, decisões essas que, presume-se, foram frutos de muitas conversas e acertos, digamos assim, "ao pé do ouvido". 

 

Seja qual for a decisão do STF, a lição é óbvia: Porto Seguro não é para principiantes. Muito menos  para meninos barrigudos. Robério Oliveira, como bem se sabe, de menino barrigudo também não tem nada. A briga promete ser de titãs. E no xadrez político local, cada movimento custa caro. Muito caro. A questão é: até onde o bolso — e a paciência — do prefeito aguentam?

PORTO SEGURO: TERRA INDÍGENA OU TERRA DE NINGUÉM?

aldeia velha radarnews

A Terra Indígena de Aldeia Velha, localizada no Arraial,  possui área de  mais de 2000 hectares, mas que não é explorada comercialmente pelos indígenas e cua boa parte já foi comercializada pelos mesmos.

 

A situação na Ponta Grande e na Terra Indígena Aldeia Velha, em Porto Seguro e no Arraial, é um retrato fiel da omissão e da conivência do poder público brasileiro. O que era para ser área de preservação histórica, tombada pelo IPHAN, transformou-se num extenso corredor favelado à beira da BR-367, com barracos, quiosques e boxes comerciais brotando sem controle. Muitos erguidos por supostos indígenas — e outros, por pessoas que sequer pertencem à etnia.

 


O esquema é conhecido: invadir, construir e depois vender ou alugar para não indígenas. E é preciso dizer com todas as letras: mesmo que todos fossem indígenas, isso por óbvio não lhes dá licença para descumprir a lei. Terras indígenas são patrimônio da União, e qualquer construção, comércio ou exploração exige autorização expressa de órgãos como Prefeitura Municipal, IPHAN, INEMA, IBAMA, SPU e Funai.

 

PREFEITURA E DEMAIS ÓRGÃOS FINGEM QUE NÃO VEEM 



Enquanto isso, a Prefeitura de Porto Seguro, como sempre, cruza os braços. O Ministério Público Federal, tão rápido e eficiente para certas causas, permanece inerte diante de uma ameaça real à ordem pública. O IPHAN, guardião do patrimônio histórico, assiste passivamente à destruição da área tombada.



O resultado é explosivo: Porto Seguro já figura entre as cidades mais violentas do Brasil. As denúncias, confirmadas por documentos oficiais e pela imprensa nacional, apontam que parte das invasões é organizada por lideranças indígenas dissidentes, com participação do crime organizado e do tráfico de drogas. O saldo: assassinatos, insegurança generalizada e uma ameaça direta ao turismo.



No Arraial d’Ajuda, a recente favelização já avança rapidamente na saída para Trancoso. Se nada for feito com urgência, o prejuízo será irreversível para a economia local e para a paz social. O caso é claro: O MAL SE CORTA PELA RAÍZ. É preciso derrubar as construções ilegais agora — não depois que se consolidarem, quando o Judiciário será chamado para uma “reversão” quase impossível.



À Prefeitura de Porto Seguro, à União, ao MPF, ao IPHAN, à Funai, ao Inema, à SPU e à Polícia Federal: a omissão de hoje será a manchete vergonhosa de amanhã. O país espera ação imediata. Depois que Inês for morta, de nada adiantará chorar sobre o leite derramado. 

PRÓXIMO PREFEITO(A) DE PORTO SEGURO VAI DEPENDER DA CALCULADORA MAIS RÁPIDA E EFICIENTE

Calculadora de Custo de Funcionario para Empresa

Quase todos os dias, alguém me manda mensagem ou para na rua para fazer a pergunta que virou passatempo de botequim: “Quem vai ser o próximo prefeito de Porto Seguro?"



Eu, paciente como um padre em confissão, repito a mesma resposta: não sou vidente, não jogo búzios e ainda estamos longe demais das eleições municipais para fingir que 2026 vai ditar 2028. No máximo, a disputa do próximo ano servirá para medir o fôlego do prefeito Jânio Natal e pavimentar — com asfalto público, é claro — a quase certa eleição do filho, Jânio Júnior, como deputado estadual.



AS DIFICULDADES DE CLÁUDIA


Cláudia Oliveira, deputada sebo nas canelas e de currículo movimentado, também deve brigar pela reeleição. O problema é que a sua base em Porto Seguro anda mais dispersa do que bloco de carnaval na quarta-feira de cinzas. E sem os trios elétricos de Robério funcionando bem em Eunápolis, juntar esse povo de novo vai ser como tentar colar ovo quebrado.



De resto, não vejo ACM Neto, Jerônimo Rodrigues, direita, esquerda ou centro com cacife suficiente para apontar o dedo e dizer: “Este será o prefeito(a)”. Até porque Porto Seguro já provou que aqui ideia, projeto ou ideologia valem menos que um cabrito vivo numa festa junina.



OS POSSÍVEIS CANDIDATOS


Em tese, o cardápio de 2028 deve ter quatro ou cinco nomes: Paulinho (a depender do STF e caso JN consiga fazer seu grupo engoli-lo), a própria Cláudia (dependendo muito de Robério e seu fôlego), Ubaldino Júnior, Luigi Rotuno e, talvez, a vereadora Roberta Caires — que pode vir ungida por ACM Neto e Bruno Reis, caso saiam vitoriosos em 2026, o que, sinceramente, não acredito.



Ao menos para mim, o roteiro de 2026 já está escrito: PT abrindo a mala de dinheiro para prefeitos e Jerônimo passando o rolo compressor em cima de todo mundo, com o arrogante ACM Neto colecionando mais uma derrota homérica. Como de sempre.


A CALCULADORA MAIS RÁPIDA



Mas vamos parar de fazer de conta. O certo é que o próximo prefeito(a) de Porto Seguro não será eleito(a) pelas suas ideias ou por qualquer qualidade pessoal. Será eleito(a) pela calculadora. Aqui, a política, implantada pela família Pinto e renovada pelos seus sucessores, virou um jogo onde só existem duas operações: somar e multiplicar** — dinheiro, cargos, favores. Subtração e divisão não estão no teclado.



Vivemos na “terra da descaração”, onde o certo é errado e o errado é aplaudido. O maior estelionato eleitoral recente foi a reeleição do atual prefeito, com mais de 20 mil votos de frente, comprados a preço de mercado e embalados numa narrativa de cidade gigante que “não podia parar”. E realmente não parou… até o dia seguinte à eleição, quando veio o sumiço do gestor, o congelamento das obras e o caos nos serviços públicos.



E aí fica a pergunta: quem, ganhando dinheiro honestamente, vai arriscar 30 milhões de reais numa eleição em Porto Seguro? A resposta é simples: ninguém — exceto os de sempre, que sabem que o investimento se paga. Com lucro altíssimo.



A INCRÍVEL RAPIDEZ DE ROBERTA


Se Roberta entrar mesmo na disputa com sua “calculadora digital de última geração”, a coisa pode até ficar mais imprevisível, mas a fórmula final não muda: ganha quem comprar mais lideranças e mais votos no varejo. O eleitor, feliz e orgulhoso, ainda vai achar que foi mais esperto que o político.



No fim, o resultado é garantido: as velhas raposas continuarão no galinheiro — e o galo ou galinha a ser devorada, mais uma vez, é você, caro leitor ou cara leitora.
{/source}